Entrevista!!

 

Andei um pouco sumida, mas voltei cheia de novidades! Hoje vamos falar sobre alimentação funcional e saudável. Conversei com a nutricionista Gabriela Penter, uma fofa e super competente. Ela é formada em Nutrição pela PUC em 2009, pós graduada em nutrição materno infantil no IEP do Hospital Moinhos de Vento em 2010. Nutricionista da escola Província de São Pedro e Escola de Educação Infantil Arco Iris.

Quando adolescente a Gabi iniciou uma reeducação alimentar com acompanhamento de uma nutricionista e de paciente se tornou uma ótima profissional, apaixonada pela nutrição.

Eu noto muito que nos dias atuais é muito comum as pessoas fazerem uma reeducação alimentar por conta própria e assim acabam errando na alimentação por falta de conhecimento e acompanhamento de um bom profissional.

Abaixo um pouco sobre o que a Gabi dividiu conosco.

 

ADV: O que é alimentação funcional? Ela é restrita para alguma pessoas?

GP: A alimentação funcional é uma alimentação que busca não somente atender as necessidades nutricionais básicas da pessoa, mas incluir alimentos e ingredientes que proporcionam benefícios a saúde e auxiliam na redução de doenças e desordens causadas por diversos fatores físicos, químicos e emocionais. A carga genética do indivíduo, conectada com a alimentação e fatores ambientais (como estresse, exercícios, poluição…), irão determinar a manifestação de genes para algumas doenças, ou silenciar para outras, por isso a alimentação funcional é baseada no princípio da individualidade bioquímica, ou seja, não somos todos iguais. Além disso, a alimentação funcional é totalmente voltada para o indivíduo e não para doença, por isso é fundamental um entendimento do indivíduo como um todo, inserido em seu meio, em fatores ambientais e emocionais.

ADV: Qual o maior erro cometido pelas pessoas na alimentação hoje em dia?

GP: Eu acredito que a alimentação deve ser medida por nutrientes e não por calorias e na minha opinião, talvez este seja um dos maiores problemas da alimentação de hoje em dia, a falta de entendimento do impacto que nutrientes e aditivos químicos possuem sobre o nosso organismo e saúde, ou seja, se tem um olhar simplista em cima de valores energéticos, enquanto deveria estar em cima da densidade de nutrientes e da proximidade do alimento em sua forma mais pura e natural. Desta forma, muitas vezes um alimento processado e industrializado prevalece nas escolhas, enquanto outro mais fresco e natural que terá uma melhor digestão e logo melhor assimilação dos nutrientes pelo organismo, trazendo maior equilíbrio para o corpo é descartado.

Outro ponto que vejo estar em desequilíbrio são os modismos e radicalismos feitos em cima da alimentação. Não sou a favor de radicalismos, pelo contrário, comer com prazer é muito importante para a carga emocional que colocamos em cima dos alimentos. A restrição ou retirada de um alimento ou nutriente especifico da alimentação além de gerar desequilíbrios nutricionais, na minha opinião pode trazer um aumento dos sentimentos negativos em relação a alimentação e para mim saúde também está no equilíbrio emocional e energético de cada um.

ADV: Porque o Glúten e a Lactose viraram vilões tão grandes na alimentação hoje em dia?

GP: É assim que vejo o caso do glúten e lactose, na grande maioria um modismo nutricional. Sim, existem muitas pessoas alérgicas e intolerantes em diferentes graus e sim, estamos consumindo demasiadamente glúten e lactose na nossa dieta, mas a retirada total por todo e qualquer indivíduo pode trazer tantos malefícios quanto o consumo exagerado.

ADV: Quais substituições podem ser feitas para evitar consumos de determinados alimentos no dia a dia?

GP: Para quem busca uma melhor qualidade na alimentação o primeiro passo é fazer uma análise de sua rotina alimentar e perceber a quantidade de alimentos industrializados que está consumindo em relação a alimentos mais frescos e naturais e começar a fazer esta troca. Na rotina mais corrida de hoje em dia isso é visto por muitos como algo impossível, mas é uma questão de prioridade e qualidade de vida, quem quer consegue um melhor equilibro sem radicalismo. Por isso eu procuro sempre incentivar a ida para cozinha, lidar com o alimento e entender as suas diversas formas de consumo, isso ajuda a diversificar e enriquecer o cardápio, além de receber uma gratificação enorme ao saborear uma refeição feita com carinho. Alguns exemplos de trocas na cozinha: farinha brancas por farinhas integrais e de outras fontes que não somente o trigo, como farinha de berinjela, farinha de coco, óleos de soja por óleo de coco, açúcar refinado por açúcar de coco ou melado, incluir sementes de diversos tipos e formas, iogurtes sem conservantes e corantes…

ADV: Podes nos passar alguma receita boa, prática e saudável?

GP: Eu adoro bolinhos, principalmente na parte da tarde acompanhado de um chá, por isso eu sempre ensino essa receitinha de um bolinho que pode ser feita no micro ou no forno e é rica em fibras e carboidratos de baixo índice glicêmico:

Bolinho de banana:

1 ovo

1 banana bem esmagada (pode substituir por maçã)

1 colher de sopa de uva passa

1 colher de sopa de farinha de linhaça

1 colher de sopa de semente de chia

canela em pó

1 colher de sopa de água

1 colher de chá de fermento

– Misturar todos estes ingredientes com um garfo e assar em um recipiente pequeno por 2 minutos no micro ou por 10 minutos no forno.

Eu fiz essa receita que a Gabi passou e fica muito bom, mega prático e delicioso. Fica a dica 😉

A Gabriela atende no consultório particular e na clínica Nasce. Ela também ministra aula de nutrição no Curso de Orientação à Gestante do Hospital Moinhos de Vento (aloo Mamães, vale a pena).

Marcar um horário com a Gabriela no consultório particular dela e fazer uma reeducação alimentar é algo que eu indico muito, o telefone é (51) 3334.4503.

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